Seg21052012

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Volta às aulas: Calor, empolgação e descobertas

Alunos

Alunos novos precisam de uma atenção maior.
Com o calor excessivo os alunos ficam mais agitados e o rendimento diminui.
 
 

Início de ano letivo é sempre a mesma situação: alunos empolgados e ansiosos para conhecer a nova turma, os novos professores e até mesmo rever o pessoal mais antigo. Mas toda essa empolgação termina na primeira semana de aula, quando os professores voltam com a corda toda e começam a passar a matéria, os deveres, os trabalhos etc. Isso é claro, no caso de alunos mais velhos, mas como será que é a vida dos novos estudantes?

Entrar em uma escola nova, em classe diferente e com pessoas diferentes pode não ser a melhor sensação do mundo. “Pra mim, o primeiro dia de aula, foi como estar participando de um filme de terror. Todo mundo ficou me olhando, como se eu viesse de um outro planeta. Depois fui pegando amizade, mas ainda tem gente que me olha torto”, diz B. L. (13). Para a estudante Amanda Azevedo (14), foi tudo tão normal e simples que ela garante “foi como se eu estudasse nessa nova escola há anos, todos me receberam muito bem.”

E como os pais se sentem ao deixar seus pequenos na escola pela primeira vez? André Rodrigo (25), diz “pra mim foi muito prazeroso deixar o meu filho na escolinha, porque percebi que ele estava empolgado. Gosto de vê-lo levando a mochilinha e me dando tchau no portão.” Já Eduardo Costa (32), “este é o primeiro ano da minha filha na escola e vê-la chorando partiu meu coração. Sei que ela será bem cuidada, mas a minha vontade foi de levá-la pra casa”, declara.

Entre os pais de primeira viagem e os que já estão nessa rotina há alguns anos existe muita diferença, pois a experiência e a idade dos filhos também conta. Aline Verusa (34), tem duas filhas em idade escolar, a mais velha tem 9 anos e a mais nova 3, “quando a mais velha começou a estudar foi muito difícil deixá-la, eu sempre ia buscar mais cedo, até que a diretora me disse que isso não ajudava em nada, então comecei a respeitar o horário. Já com a mais nova foi mais fácil, talvez pelo fato de já ter a Carol lá. Dá a sensação de que uma vai cuidar da outra.”

Os professores, no entanto, têm uma visão diferente. No caso dos adolescentes e novos, a professora Raquel Silva alerta que “eles precisam de uma atenção maior, para se sentir acolhidos, tanto pelos colegas quanto pelos professores e é comum que eles se sintam meio deslocados, por isso toda a atenção é importante.” No caso das crianças “é importante ter paciência e respeitar os limites de cada uma. Elas vão chorar, pedir pelos pais, mas temos que trabalhar com o emocional delas e fazê-las entender que os pais não a abandonaram”, diz a professora Roseone Prates.

Com tantos alunos, tantas crianças diferentes, chorando, rindo, brincando e professores tentando agradar e satisfazer as necessidades de todas, surge outro problema: o calor.

Com o calor excessivo permanecer na sala de aula é uma tarefa quase impossível. Os alunos ficam mais agitados, conversam mais e o rendimento diminui, pois com tanto calor é difícil se concentrar nas fórmulas, nas contas, na gramática ou em qualquer outra matéria que exija atenção.

Para amenizá-lo as escolas investem em ventiladores e bebedouros com água gelada, mas nem sempre isso é suficiente, por isso é aconselhável que os alunos usem roupas adequadas para a estação e levem sempre uma garrafinha de água para a sala de aula, assim, além de evitar as saídas constantes, mantêm-se hidratados. Em algumas escolas é possível aproveitar os espaços externos para dar aulas, como por exemplo, o pátio, a sombra de uma árvore próxima à quadra, etc.

Nesse verão vale tudo e qualquer sugestão é bem-vinda, portanto se seu filho está reclamando muito do calor, procure orientá-lo com relação às roupas, às brincadeiras e se possível, converse com a direção da escola para ver se conseguem amenizar o efeito dessa estação tão desgastante para o nosso organismo.

 

Foto: Gustavo Porto