Por Caio Dellagiustina
Em 28 de abril de 1993 um avião que levava a seleção de Zâmbia ao Senegal, para a disputa de um amistoso, explodiu logo após a decolagem e matou, tragicamente, os 18 jogadores da equipe, cotada para ser uma possível zebra na Copa do Mundo de 1994. O acidente ocorreu em Libreville, capital do Gabão.
Quis o destino que, 19 anos depois, a seleção de Zâmbia retornasse ao país onde ocorreu a tragédia, mas dessa vez, os jogadores atuais poderiam trazer para um dos países mais pobres do mundo, uma alegria inimaginável.
Desacreditada, Zâmbia chegou à Copa Africana de Nações e logo surpreendeu ao se classificar em um grupo onde o favorito era Senegal. Depois, eliminou uma das seleções da casa, Guiné Equatorial, que sediou o torneio junto com o Gabão. Na semifinal passou por Gana, uma das favoritas ao título. Só de chegar até aí, já era uma baita surpresa.
Um dia após a vitória que levaria o time à final, eles foram à praia onde os destroços do avião ficaram após o acidente, para lembrar as vítimas. Mas, parece que aqueles jogadores, de 93, mandaram uma energia sobrenatural para os jogadores desse time.
Na final, contra a poderosa seleção da Costa do Marfim, neste domingo (10), Zâmbia jogou uma partida espetacular. Controlou o jogo e viu título escapando pelos dedos com o pênalti em cima do marfinense Gervinho. Mas, a estrela do time adversário, Drogba, desperdiçou.
Sem gols até o final dos 120 minutos, o jeito era decidir nos pênaltis. Entre os cinco iniciais, todos fizeram. Nas alternadas, no terceiro pênalti da Costa do Marfim, Kolo Touré perdeu, mas o destino queria ver Zâmbia angustiada mais um pouco, pois Kalaba também desperdiçou. Porém, no pênalti seguinte, Gervinho isola e, dessa vez, Sunzu marca e dá o inédito título ao país africano. Uma emoção que foi sentida não só pelos zambianos, mas por todo o estádio e por todos aqueles que amam o futebol e sabem que fatos como esse não acontecem sempre.
Quis o destino que, 19 anos depois, a seleção de Zâmbia retornasse ao país onde ocorreu a tragédia para escrever outra história. Os jogadores atuais levaram para um dos países mais pobres do mundo, uma alegria inimaginável. E mesmo que os principais cineastas de Hollywood tentassem, não fariam um filme com uma história tão perfeita.
Foto: FIFA










