Por Danilo Cocchia
Expansão da demanda por recursos para construir deve turbinar aplicações.
Quem compra ou constrói imóveis hoje apela para financiamento pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), mas a procura tem crescido tanto, que a solução para crescer mais vai render vantagens para quem aplica em investimentos imobiliários. Apoiada na baixa taxa de desemprego e consequente aumento da renda média da população, a busca por imóveis pode ser maior do que a capacidade já em 2013, alerta a Abecip (Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
Para Bruno Carvalho, especialista em fundos imobiliários da XP, essa situação permite que o mercado encontre formas alternativas de financiamentov como os já conhecidos Créditos de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e os Fundos do setor (FIIs), com investimento inicial a partir de R$ 1 mil e vantagens fiscais semelhantes à poupança. "Com mais gente comprando os títulos, aumenta a liquidez, o que é benéfico para o mercado", avisa.
Os imóveis consumiram R$ 37 bilhões em financiamento no primeiro semestre de 2011. A maior parte foi usada para aquisição e o restante foi para construção. Ao longo do ano passado, foram R$ 83 bilhões.
"O segundo semestre é muito mais forte que o primeiro. Se este comportamento for mantido, devemos superar os 85 bilhões de reais", acrescentou Luiz Antônio Nogueira França, presidente da entidade à agência Reuters. Ele informou que 60% das contratações costumam acontecer na segunda metade do ano.
A Abecip pretende formula projeto para o Banco Central para estimular crédito no setor.
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